A Organização Reciclando Mentes vem atuando, desde a sua fundação em 2008, no desenvolvimento de estudos e projetos dentro das áreas clínica e social.

Através de grupos de estudos, cursos, workshops e pesquisas, busca promover junto a profissionais de diferentes contextos, o conhecimento sobre a Terapia Narrativa, as Práticas Narrativas Coletivas e as Práticas Colaborativas.

Na esfera social, o projeto, que se intitula sociocultural, visa a promoção da saúde mental coletiva e desenvolve ações por uma “cultura de possibilidades”.

A atividade consiste em apresentar as ferramentas das Práticas Narrativas Coletivas de modo vivencial a professores e coordenadores que trabalham em organizações sociais e/ou comunidades. Através do exercício das Práticas Narrativas, as crenças, os recursos e as habilidades que sustentam as pessoas em tempos de adversidades são reconhecidos. As histórias de enfrentamento e/ou superação das dificuldades são relidas pelas lentes da dignidade e da competência que as pessoas têm diante da vida.

Desde 2009 esse trabalho vem sendo realizado sistematicamente em muitas comunidades do Rio de Janeiro, e conta com o apoio do Dr. David Denborough, Diretor do Dulwich Centre Foundation.

O projeto tem obtido resultados significativos, principalmente no uso das metodologias narrativas que se utilizam da metáfora do esporte para promover uma boa conversa sobre a vida com os jovens. “O Time da Vida”, através do futebol (http://dulwichcentre.com.au/team-of-life/), e “O Tatame da Vida, através da luta, a partir da parceria estabelecida com o Instituto Irmãos Nogueira.

Em 2016, para aproveitar a realização dos Jogos Olímpicos em nossa cidade, desenvolvemos a metodologia “O Atleta da Vida“, e em seguida, fruto da parceria estabelecida com o Instituto Rumo Náutico do Projeto Grael, a metodologia “Bons Ventos”, para os praticantes da vela.

Trabalhar com essas metodologias narrativas tem sido muito inspirador. Observamos que, de forma leve e lúdica, jovens, professores e agentes sociais refletem sobre temas difíceis da vida, e conversam sobre o que cada um deles pode fazer para melhorar sua vida, a de sua família e, consequentemente, a de sua comunidade, cidade e país.

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